Bélgica prepara testes do FSD Supervisionado da Tesla a seguir aos Países Baixos

Share

A Bélgica prepara-se para autorizar testes do FSD Supervisionado da Tesla, seguindo o exemplo do projeto-piloto já em curso nos Países Baixos. A ministra flamenga da Mobilidade, Annick De Ridder, pediu oficialmente à Tesla o dossiê técnico do projeto holandês para analisar e, eventualmente, acelerar a homologação no país. A decisão sobre se a marca pode lançar testes em solo belga deve ser tomada até ao final desta semana.


Obtém benefícios na aquisição do teu Tesla! Usa o link de referência: https://www.tesla.com/pt_pt/referral/diogo1102


Testes nos dois lados do país

O objetivo da administração flamenga é decidir, ainda esta semana, se a Tesla pode arrancar com um projeto de testes do FSD Supervisionado na Flandres e na Valónia. Por isso, o serviço de homologação vai estudar o dossiê holandês, avaliar a rede belga e, se for preciso, ajustar o plano. Dado que o FSD não é considerado condução totalmente autónoma, não se prevê que sejam precisas alterações à legislação federal para avançar com os testes.

FSD Atual vs. FSD Supervisionado

Apesar de já termos mencionado várias vezes aqui no blog, é importante recordar as diferenças entre o FSD atual e o Supervisionado. Atualmente, o FSD é um autopilot avançado, capaz de mudar de faixa, sair em saídas de autoestrada e pouco mais — com várias intervenções obrigatórias do condutor pelo caminho. Por outras palavras, o sistema atual é assistência, não autonomia.

O FSD supervisionado vai mais longe. Assume direção, travagem, aceleração e mudanças de via, conseguindo levar o carro de A a B sem que o condutor toque no volante na maior parte do trajeto. Ainda assim, a supervisão humana mantém-se obrigatória: o condutor tem de estar atento e pronto a intervir a qualquer momento. Fazer uma soneca ao volante, portanto, continua fora de questão — não é autonomia total.

Tesla acelera, Bélgica não quer ficar para trás

Xavier Lesenne, porta-voz da Tesla, diz que a marca quer acelerar na Europa e que o exemplo holandês prova que é possível avançar sem esperas prolongadas. De Ridder segue a mesma lógica: nada deve travar a inovação, mas sim viabilizá-la com segurança.

Para os condutores Tesla portugueses, este movimento é mais um sinal positivo. Cada país europeu que abre as portas ao FSD aumenta a probabilidade de o sistema chegar mais cedo a outros mercados, Portugal incluído. Ainda assim, convém moderar expectativas: trata-se de uma fase de testes supervisionados, não de um lançamento geral da condução autónoma na Europa.


Via: De Morgen