A Tesla publicou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 e o destaque é claro: o Cybercab entrou finalmente em produção na Gigafactory Texas. Além disso, a marca reportou entregas recorde em vários mercados — Portugal incluído —, expandiu o Robotaxi para sete grandes áreas metropolitanas nos EUA e aprovou o FSD em mais países europeus. Foi um trimestre de arranque de várias frentes que a Tesla vinha a preparar há meses.
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Cybercab em produção e Robotaxi a expandir
O Cybercab, o veículo autónomo criado de raiz para a frota Robotaxi, começou a sair da linha de produção na Gigafactory Texas. Por agora, a Tesla já oferece boleias a funcionários no campus texano e arrancou com os testes de estrada. Ou seja, ainda não é um serviço comercial, mas é o primeiro passo real depois de anos de promessas.
Em paralelo, o serviço Robotaxi sem supervisão alargou-se a toda a área metropolitana de Austin e chegou a Miami, Orlando e Tampa em julho, totalizando sete grandes metrópoles em operação. A Tesla diz ainda estar a preparar mais cidades, com testes, licenciamento e formação de equipas de emergência a decorrer.
FSD chega a mais países europeus
Para os condutores europeus, a novidade mais concreta está no Full Self-Driving. A Tesla recebeu novas aprovações na Lituânia, Estónia, Dinamarca e Bélgica, onde os clientes já percorreram mais de 50 milhões de quilómetros com o sistema até julho. Vale a pena lembrar que o FSD europeu continua a ser supervisionado, portanto exige atenção do condutor ao volante. Ainda assim, a expansão mostra que a homologação na Europa está finalmente a ganhar ritmo.
No lado do software, a Tesla começou a distribuir o FSD v14 lite para carros com hardware AI3, trazendo opções de destino e perfis de velocidade que antes eram exclusivos do hardware mais recente. Portugal ainda não consta na lista de aprovações, mas cada país que entra aproxima o sistema de cá.
Portugal entre os mercados com entregas recorde
Este é o ponto que nos toca diretamente: Portugal foi um dos mercados onde a Tesla registou entregas recorde no trimestre, ao lado da Coreia do Sul, Austrália, Japão, Taiwan, Tailândia, Filipinas, Chile, Colômbia, Eslovénia e Lituânia. No total, a marca entregou 480.126 veículos no trimestre, um recorde para um segundo trimestre e uma subida de 25% face ao ano anterior. O Model 3 e o Model Y continuam a puxar quase tudo.
Nos EUA, a Tesla lançou também o Model Y L em julho, uma versão de maior dimensão do Model Y, com boa recetividade inicial.
Energia, Optimus e Supercharger
Fora dos automóveis, o trimestre também mexeu. O armazenamento de energia cresceu 41% em termos homólogos, com implantações recorde na Europa, Médio Oriente e África, apoiadas pela fábrica de Xangai. Na Alemanha, a Tesla lançou o Powerwall 3P, uma versão trifásica pensada para as casas alemãs numa única unidade — um sinal de que a marca está a adaptar o produto às redes elétricas europeias.
Entretanto, em Fremont, a Tesla desativou as linhas do Model S e Model X para instalar a produção do robô humanoide Optimus, cujas primeiras unidades vão servir para recolher dados de treino.
Por fim, a rede de carregamento continuou a crescer: mais de 2.400 novos postos Supercharger, um aumento de 17% face ao ano passado. A Tesla resume o momento como uma fase de “escala não-linear”, mas assume-se mais otimista do que nunca quanto ao futuro.

