O Full Self-Driving vai deixar de tratar toda a frota da mesma maneira. Elon Musk confirmou no X que o software passará a memorizar as intervenções de cada condutor e a ajustar-se às suas preferências individuais — ou seja, o carro aprende com as vezes em que lhe pegas no volante e tenta não repetir o “erro”.
Obtém benefícios na aquisição do teu Tesla! Usa o link de referência: https://www.tesla.com/pt_pt/referral/diogo11025
O que Musk disse, e porquê
A resposta de Musk surgiu depois de um utilizador se queixar de que o FSD sai das vias reservadas a veículos com vários ocupantes por iniciativa própria, deixando o carro preso no trânsito enquanto os restantes passam ao lado. Segundo o CEO, o veículo vai começar a recordar as intervenções específicas de cada pessoa e a ajustar o comportamento em conformidade. Até agora, as redes neuronais eram treinadas de forma global: o mesmo software, o mesmo estilo de condução, para toda a gente.
Note-se que se trata de uma declaração no X e não de um anúncio oficial com data marcada. Ainda assim, encaixa naquilo que a Tesla já tinha deixado escapar no mês passado, quando Musk apontou o estacionamento como a principal razão para os condutores desligarem o FSD. Dessa forma, é provável que as manobras de estacionamento sejam a primeira área a beneficiar desta personalização.
O que muda na prática
Se estacionas sempre com a traseira virada para a parede da garagem, ou preferes um lugar específico no parque do escritório, o carro deixa de tentar adivinhar. O mesmo se aplica à escolha de faixa em algumas estradas em que não seja obrigatório circular à direita, por exemplo. Consequentemente, cada intervenção que hoje é irritante passa a servir de treino em vez de se repetir na viagem seguinte.
Convém sublinhar que isto não transforma o FSD num sistema não supervisionado. Continua a exigir atenção permanente ao volante e, em Portugal, continua indisponível — a aprovação europeia ainda está a avançar país a país. Por isso, para já, o interesse é sobretudo perceber a direção que a Tesla está a tomar: menos software genérico, mais adaptação a cada dono.
Entretanto, mais dois mercados
Na mesma semana, a Tesla reforçou a presença na Letónia e arrancou oficialmente com operações no Uruguai — dois continentes em poucos dias. No caso letão, os elétricos representam cerca de 7% das matrículas de automóveis novos, número modesto mas em crescimento. Em suma, enquanto o software se personaliza, a marca continua a alargar o mapa.
Via/Fonte: Not a Tesla App e Teslarati

