A Tesla apresentou esta semana os seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025. Embora a conferência com analistas e investidores tenha sido mais contida do que noutros trimestres, não faltaram dados positivos e pistas sobre o futuro a curto e médio prazo da marca.
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Resultados financeiros sólidos
Neste trimestre, a Tesla alcançou receitas totais de 28,1 mil milhões de dólares, um crescimento de 12% face ao ano anterior. Apesar disso, o resultado operativo caiu 40% para 1,6 mil milhões, resultando numa margem de 5,8%.
O lucro líquido (GAAP) atingiu 1,37 mil milhões, demonstrando que a empresa se mantém rentável mesmo num contexto desafiante. É de salientar, no entanto, o novo recorde de fluxo de caixa livre: 4 mil milhões — um indicador de solidez financeira.
Produção, entregas e energia em destaque
Com efeito, a Tesla produziu mais de 447.000 veículos e conseguiu entregar acima de 497.000, o que é acima das expectativas. O calendário fiscal dos incentivos nos EUA foi o principal responsável por impulsionar estes números, mas também por novidades como o reforço da gama Model Y.
Já no sector da energia, a empresa salientou o crescimento na procura por baterias Megapack e Powerwall, bem como a expansão do Solar Roof.
Evolução tecnológica e visão de futuro
Durante a call, Elon Musk reiterou a importância estratégica da inteligência artificial e do Autopilot, ao dizer que a Tesla está muito perto de atingir o FSD não supervisionado. Musk está confiante de que milhões de carros poderão vir a receber capacidades Full Self-Driving apenas com uma atualização de software.
Paralelamente, o CEO destacou a rápida evolução no setor de robótica (Optimus) e anunciou que o próximo grande avanço, o Optimus V3, será apresentado já no primeiro trimestre de 2026.
No campo do hardware, Musk salientou o desenvolvimento do novo chip AI5 — que será, segundo ele, quarenta vezes mais poderoso que o AI4 —, em parceria com TSMC e Samsung.
Robotaxi, autonomia e produção: próximos passos
Por outro lado, a Tesla confirmou o desenvolvimento duma versão “Lite” do FSD para veículos com hardware HW3, mostrando que não vai abandonar estes proprietários. Em relação ao Robotaxi, o objetivo é remover condutores de segurança em Austin até ao final do ano, sempre com um foco total na segurança.
Além disso, Musk revelou que a produção do Cybercab começará já no segundo trimestre de 2026. Para o próprio Optimus, existe a ambição de iniciar produção piloto no final do próximo ano.
Por fim, a questão da remuneração de Elon Musk foi também debatida. A administração defende a necessidade de reter o CEO para garantir o avanço dos projetos de IA, robótica e autonomia. Mas surgiram vozes críticas quanto ao montante e à estrutura da compensação, que depende de objetivos bastante agressivos para a valorização da empresa.
Via: Teslarati

