Na mais recente chamada de resultados do terceiro trimestre de 2024, a Tesla alcançou um recorde de entregas. A empresa mantém um crescimento estável, continuando a investir em infraestruturas e tecnologia, particularmente na expansão da sua capacidade de GPUs. Embora a Tesla tenha ultrapassado a necessidade imediata de mais capacidade computacional, a fragmentação regulatória entre estados americanos pode ser um desafio para a implementação total tanto do FSD não supervisionado como da sua rede de Robotaxi.
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O Cybercab e o FSD
A Tesla também destacou, como não podia deixar de ser, o sucesso do evento We, Robot, onde 50 veículos autónomos, incluindo 20 Cybercabs e 30 Model Ys, transportaram milhares de pessoas sem incidentes.
Com efeito, a produção em massa do Cybercab está prevista para 2026, com uma capacidade inicial de 2 milhões de unidades anuais, podendo chegar aos 4 milhões. Este avanço é acompanhado pela evolução do Full Self-Driving (FSD), com melhorias na versão 12.5 e o lançamento da versão 13 em breve. Espera-se que, no segundo e terceiro trimestres de 2025, o FSD alcance uma taxa de segurança superior à dos condutores humanos, com menos intervenções por milhas percorridas.
Os avanços tecnológicos são também impulsionados pelo Hardware 4 (HW4), que oferece maior poder de processamento para apoiar o FSD. No entanto, Elon Musk admite que o Hardware 3 (HW3) pode não ser suficiente para suportar a autonomia total, mas caso isso aconteça, a Tesla está preparada para atualizar os computadores dos veículos com HW3 daqueles que compraram o FSD, apesar de isso não incluir outros componentes como câmaras.
Robotaxi
A Tesla também está a testar internamente a sua rede de Robotaxi, com lançamentos inicial previstos para o Texas e, possivelmente, a Califórnia em 2025, mas esta poderá pode ser adiada para 2026 devido a obstáculos regulatórios. Os Robotaxis estarão integrados com perfis personalizados dos utilizadores, ajustando o clima e preferências de mídia, e poderão ser seguidos em tempo real através da app Tesla.
Células 4680
Outro ponto importante é o desenvolvimento da célula de bateria 4680, com a produção da célula número 100 milhões no terceiro trimestre de 2024. A Tesla continua a liderar em termos de eficiência de produção de baterias, e a célula 4680 está rapidamente a tornar-se a mais competitiva no mercado norte-americano. Embora a Tesla continue a depender de fornecedores externos para baterias, a produção interna continua a progredir com a tecnologia de cátodo seco.
O “Model 2” e o Roadster
O “Model 2”, que será o modelo mais acessível da Tesla ao custar cerca de 25 mil dólares, também foi referido durante a apresentação dos resultados financeiros. Segundo a Tesla, deverá chegar no primeiro semestre de 2025. Este modelo, que partilha a plataforma com o Cybercab, promete ser o mais eficiente em termos energéticos, com 5,5 milhas por kWh. Ao mesmo tempo, a Tesla trabalha na redução dos custos de produção dos seus modelos atuais, incluindo o Cybertruck, que está próximo de atingir a rentabilidade.
O Roadster, embora aguardado com grande expectativa, não é uma prioridade imediata para a Tesla, uma vez que a marca está focada em projetos com maior impacto na sua missão, como o modelo acessível e a expansão da autonomia total.
Estratégia no pós-venda
Na área de serviço, a Tesla está a otimizar os seus processos de diagnóstico e manutenção, com foco na automação. A marca está neste momento a apostar em sistemas que permitam aos veículos diagnosticar problemas antecipadamente, agendando automaticamente reparações e garantir que os técnicos tenham todas as ferramentas e peças necessárias prontas assim que o veículo chega ao serviço.
Esta abordagem visa reduzir ao máximo os tempos de espera e os custos de manutenção, uma vez que a Tesla não tem como objetivo lucrar com o serviço pós-venda, ao contrário de outros fabricantes de automóveis.
Via: Not a Tesla App

